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	<title>Portugal &#8211; Ricardo Nash</title>
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	<title>Portugal &#8211; Ricardo Nash</title>
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		<title>Manhãs</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ricardo Nash]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Aug 2019 12:16:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Teatro e Multimídia]]></category>
		<category><![CDATA[Almada Negreiros]]></category>
		<category><![CDATA[dança]]></category>
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		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[“Manhãs” é um espetáculo de dança-teatro (ou teatro-dança) criado a partir do poema “As Quatro Manhãs”, do poeta português Almada Negreiros (1893-1970) – contemporâneo de Fernando Pessoa. "O meu sonho é bem melhor do que no programaque hoje o destino me dá!Eu sempre sonhei com ser Eumas não como me vejo no filme,nem como me [&#8230;]]]></description>
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<p>“Manhãs” é um espetáculo de dança-teatro (ou teatro-dança) criado a partir do poema “As Quatro Manhãs”, do poeta português Almada Negreiros (1893-1970) – contemporâneo de Fernando Pessoa.</p>



<pre class="wp-block-verse">"O meu sonho é bem melhor do que no programa<br>que hoje o destino me dá!<br>Eu sempre sonhei com ser Eu<br>mas não como me vejo no filme,<br>nem como me olho no espelho,<br>nem como me oiço no disco,<br>nem como digo na rádio!<br><br> Quem alterou o espelho?<br>quem falsificou o disco?<br>quem torceu o enredo?<br>quem mentiu a minha voz?<br>Eu não aqueci quimeras<br>nem preguicei fantasias<br>nem rabisquei confusões,<br>nada que não fosse eu<br>e dignidade”  <br><br> Almada Negreiros </pre>



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<p>A existência. Viver dentro de um mundo já padronizado,
todo dominado; a luta por ser;&nbsp;o sonho e a realidade juntos e
separados;&nbsp;quem sou, quem fui, quem serei, o que sou,&nbsp;os caminhos, a
colonização, o saber, o não-saber,&nbsp;a exploração, o instante
presente,&nbsp;o passado-futuro são temas abordados por&nbsp;Almada Negreiros,
que estes artistas pesquisam e levam à&nbsp;cena&nbsp;com sensibilidade
e&nbsp;beleza &#8211; sem abandonar o tom&nbsp;provocativo e questionador imanente à
obra do poeta.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>A cena prima pela simplicidade no espaço, sem cenários,
focando no movimento cênico dos intérpretes.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Concepção e processo compartilhado</strong></h2>



<p>A concepção das coreografias é realizada a partir da
tradução sensorial&nbsp;das palavras e imagens poéticas, versos em
movimento&nbsp;de forma a se compor partituras físicas.&nbsp;</p>



<p>Nosso estudo técnico parte do mapeamento ósseo e suas
relações entre peso, vetores de força, e as distintas dinâmicas deste diálogo.</p>



<p>Noções como aleatorismo e
temporalidade,&nbsp;repetição (e diferença), subjetivismo, ossatura, eixo,
pele, respiração, transpiração, visualização imagética, são algumas das ideias
que permeiam a concepção.&nbsp;</p>



<p>A trilha musical tem um sabor especial no que tange o conceito geral da concepção deste trabalho: o aleatorismo. É uma música que não serve diretamente de ilustração ou sustentação dos gestos na criação dos movimentos, sendo, então, um elemento surpresa à cena para os performers, que entram em contato com a música apenas no momento da apresentação. Busca-se assim que o acaso de cada instante, que o encontro de movimento e som, estejam presentes na composição do espetáculo:&nbsp;um ritmo inesperado, dinâmico, com frescor e potência do novo, do aqui e agora ecoando presentificado no corpo do intérprete.</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="2560" height="1707" data-id="1097" src="https://ricardonash.com.br/wp-content/uploads/2022/07/IMG_5826-scaled.jpg" alt="" class="wp-image-1097" srcset="https://ricardonash.com.br/wp-content/uploads/2022/07/IMG_5826-scaled.jpg 2560w, https://ricardonash.com.br/wp-content/uploads/2022/07/IMG_5826-300x200.jpg 300w" sizes="(max-width: 2560px) 100vw, 2560px" /></figure>
</figure>



<p>A origem do conceito deste trabalho tem duas raízes complementares: os estudos da graduação em Comunicação das Artes do Corpo, PUCSP (1999-2003) e a pesquisa de mestrado onde um dos estudos de caso focou na aleatoriedade com a performance &#8220;<a href="https://ricardonash.com.br/do-tarot-ao-mestrado/">Olho Caos</a>&#8220;, apresentada no Teatro Oficina (2006).</p>



<p>Este espetáculo foi composto&nbsp;e apresentado na
Funarte em setembro de 2015 dentro do evento “Noites Inquietas”, na sala – e em
homenagem a dançarina moderna – René Gumiel.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>À René Gumiel</strong></h2>



<p>Tive a oportunidade de encontrá-la algumas vezes pessoalmente. Acompanhei seus últimos dias por aqui na Terra. Lembro-me da presença em cena, mágica, ocupando como ninguém todo o espaço entre as galerias flutuantes do Teatro Oficina. De repente soube acamada por uma queda, esses acidentes triviais que podem nos acontecer a qualquer momento e fui visitá-la em casa com sua discípula, a atriz Sylvia Prado. Dias depois havia sido encaminhada pro hospital, e, sem demora, partiu&#8230; Acontecimento doloroso e incompreensível, para uma mulher que exalava eternidade e que, quando perguntada sobre sua idade respondia em tom ironicamente profundo: “Trrês milll años” (dizia ela em seu&nbsp;português cheio de sotaque). Além das memórias, há muito de você espalhado por nossas casas – esse desenho que nos representa, fotos e a opulenta poltrona, onde tomava sua taça diária de vinho e fumava pausadamente seu cigarro. Passo horas a seu lado. Sim, sinto sua presença observadora enquanto medito, reflito, imagino e ajo na busca cotidiana do along AR.</p>



<p><strong>Ficha Técnica</strong></p>



<p>Concepção e trilha musical: Ricardo Nash<br>Intérpretes-criadores: Camila Mota, Ricardo Nash, Rodrigo Andreolli, Sylvia Prado<br>Iluminação: Greta Liz<br>Vídeo: Igor Marotti</p>



<p>Fotos: Rai Nóbrega</p>
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